ATTAC presente em Paris para construir alternativas

08-05-2013 18:19

A ATTAC Portugal esteve em Paris no passado dia 30 a participar no evento "Construamos as nossas alternativas para mudar de rumo" ( http://www.france.attac.org/evenement/banquet-debat-1-apres-sortir-de-limpasse) e, claro, aproveitámos para comemorar o 1.º de Maio com os companheiros franceses na praça da Bastilha! 

A iniciativa da ATTAC França e do jornal Mediapart foi dividida em três mesas redondas que permitiram uma perspectiva alargada da discussão da crise europeia que atinge, cada vez mais, também a França. Sempre com os olhos postos na procura de alternativas, o encontro começou por dar conhecer alguns casos concretos de lutas em França onde se passou da resistência para uma abordagem mais ativa na defesa dos direitos as pessoas, na luta pela manutenção de postos de trabalho e também na construção de redes de solidariedade local e também, nomeadamente, no apoio ao povo grego. 

Uma outra perspetiva importante para a ATTAC é a necessidade de que a transição de paradigma económico europeu seja feita por uma via ecologista. Nesse âmbito o debate foi particularmente interessante pela presença de um representante de um sindicato dos metalurgicos, abrindo caminho para a discussão da articulação fundamental entre a defesa do ambiente e as preocupaçõe com o emprego. 

Por fim o debate passou para a necessidade da construção de alternativas locais mas que sejam partilhadas e articuladas internacionalmente. Estando presentes uma grega, um americano, um alemão, um tunisino e uma portuguesa (Sara Rocha), o debate não podia ser mais diversificado! 

Da américa chegou-nos uma experiencia de ativismo quase desconhecido entre nós, nomeadamente numa articulação entre sindicatos e movimentos sociais que tem já duas décadas. Da Tunisia vem a experiencia não apenas da alteração do sistema político mas também da recente organização do Forum Social Mundial em Tunes, com forte impacto sobre os movimentos sociais tunisinos. Da alemanha foi dada noticia das movimentações do Blocuppy em Frankfurt enquanto ponto de convergência dos movimentos de resistência alemães face ao papel que a Alemanha e o banco central europeu (sedeado em Frankfurt) têm tido na crise. A representante grega debruçõu-se sobretudo sobre a forma como os movimentos Gregos continuam a resistir e a reforçar a sua implementação com o avançar da crise, articulando-se cada vez mais ao nível local para construir não apenas resistências mas também redes de solidariedade. Falou-se também da preparação do um encontro internacional de movimentos de Junho em Atenas, o Altersummit, no qual a rede europeia da ATTAC está particularmente empenhada. 

Em relação a Portugal falou-se sobretudo das novas experiências dos movimentos sociais. Demos conta das grandes manifestações que foi possivel realizar e de algumas experiências novas nos movimentos sociais sejam elas a própria auditoria à dívida ou formas coletivas de gestão de recursos ou de serviços às comunidades. 

No final fica a vontade de continuarmos a trabalhar em conjunto para mudar a Europa e fica a agenda dos principais acontecimentos ativistas internacionais que estão em preparação:
- 31 de Maio e 1 de Junho - Blockupy em Frankfurt (http://blockupy-frankfurt.org/en/518/come-to-blockupy-frankfurt-on-may-31st-and-june-1st-2013/)
- 1 de Junho - Dia Internacional de Protesto - Povos unidos contra a Troika (informações estarão disponíveis nas páginas do movimento "Que se lixe a Troika" https://www.facebook.com/pages/Que-se-Lixe-a-Troika-Queremos-as-nossas-Vidas/177929608998626?fref=ts)
- 7 e 8 de Junho - Altersummit em Atenas (http://www.altersummit.eu/?lang=en)

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